A tradição de celebrar o Ano-Novo tem raízes antigas e fascinantes, remontando a mais de 3 mil anos.
A prática teve origem na Mesopotâmia, uma das civilizações mais antigas da humanidade, localizada na região que hoje compreende o Iraque, Síria, Kuwait e partes da Turquia. Para os mesopotâmicos, o Ano-Novo não foi celebrado no início de janeiro como acontece atualmente, mas durante a primavera, um momento crucial para as comunidades agrícolas da época. A chegada da primavera marcou o renascimento da natureza e o início de uma nova safra, essencial para a sobrevivência, já que a agricultura era a base da economia e da subsistência. Essas celebrações estavam ligadas aos ciclos naturais e às estações do ano, simbolizando renovação e esperança. Um dos festivais mais conhecidos dessa época era o Akitu , uma celebração de 12 dias realizada pelos babilônios para homenagear o deus Marduk, pedindo proteção e fertilidade para o ano que começava. Esse evento incluía rituais religiosos, desfiles e festas, demonstrando o quanto a transição de um ciclo para outro era significativa.
Com o passar do tempo e a evolução das culturas, a comemoração do Ano-Novo foi se transformando, até chegar ao formato que conhecemos hoje, definido pelo calendário gregoriano. A essência, no entanto, permanece: o desejo de renovação, esperança e celebração de novos começos.
Quando surgiu o Réveillon?
O termo Réveillon, utilizado para designar a festa da véspera do Ano-Novo em diversos países, incluindo o Brasil, teve sua origem no século XVII na França. Inicialmente, era uma festa exclusiva da nobreza, especificamente por festas que duravam a noite inteira. Com o tempo, à medida que a influência da nobreza declinava, o significado do termo foi ajustado para se referir às comemorações de Ano-Novo.
No século XIX, países influenciados pela cultura francesa adotaram o traje, incluindo o Brasil. Aqui, a celebração foi enriquecida com novos elementos, personagens e tradições que refletem a cultura local.
Celebrações no Brasil.
O Réveillon é comemorado de diversas formas, com tradições que variam entre as regiões e falam. Nas praias, muitos que seguem a fé em Iemanjá, a Rainha do Mar, realizando oferendas e rituais como pular as sete ondas. Iemanjá, de origem na tradição iorubá da Nigéria, foi incorporada ao candomblé e à umbanda, tornando-se uma figura importante no sincretismo religioso brasileiro.
Em Salvador, a Igreja do Senhor do Bonfim recebe fidelidade de todo o país na última sexta-feira do ano, conhecida como sexta-feira da Gratidão. Nesse dia, as pessoas realizam orações, fazem pedidos de proteção para o ano novo e levam objetos para serem benzidos.
Outra prática muito comum no Brasil é o uso de roupas brancas no Réveillon. Esse traje surgiu nos anos 1970, quando seguidores do candomblé realizavam oferendas na praia de Copacabana vestidas de branco. Inspiradas pela beleza e simbolismo do ritual, outras pessoas decidiram adotar o cor como um símbolo de paz e renovação.
A famosa queima de fogos, que ilumina os céus na virada do ano, também é uma tradição marcante. Originado na China há mais de 2 mil anos, os fogos eram usados para afastar espíritos malignos. No Brasil, essa tradição foi introduzida por imigrantes italianos e portugueses e se tornou um dos momentos mais aguardados nas comemorações de Ano-Novo.
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